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Presidente da CUT apoia campanha de plebiscito para novas eleições


Presidente da CUT apoia campanha de plebiscito para novas eleições
Foto: Roberto Parizotti
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, vai defender, nesta semana, uma reavaliação de posicionamento da entidade para que apoiem a presidente afastada, Dilma Rousseff, caso ela abra um plebiscito para a antecipação das eleições presidenciais. Segundo informações da Folha de S. Paulo, a CUT vai debater a proposta na reunião executiva, agendada para o próximo dia 5. O jornal relata que, após conversar com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Freitas decidiu procurar o apoio de movimentos de esquerda. "A presidenta não pode ficar engessada. A CUT não vai defender o plebiscito no site. Mas, se essa é a única esperança a que podemos nos apegar, vamos nela", declarou o sindicalista à Folha, mesmo admitindo que tenha dúvida quanto ao sucesso da articulação. Para os senadores pró-Dilma, que defendem o plebiscito, a ação poderia angariar votos contrários ao impeachment no Senado. Já o presidente da CUT vai além e diz que a defesa do plebiscito poderia constranger os "golpistas", os colocando em uma "sinuca de bico". Freitas defende que o apoio ao plebiscito é uma medida vinculada ao movimento pró-reforma política, pelo qual movimentos de esquerda devem lutar. "Acho que devemos fazer [a defesa do plebiscito], mesmo não acreditando nesse Congresso conservador, absolutamente clientelista que só olha para ele mesmo. A presidente tem que ter alternativas. Mas sei das dificuldades de se concretizar isso. O jogo da política é difícil", avalia Freitas. Se o plebiscito for votado e houver novas eleições, o sindicalista não aposta em um retorno da presidente ao cargo. "Dilma vai apanhar da mídia e dos conservadores do Congresso. Eles farão tudo para inviabilizá-la. O mandato dela sofreu boicote, desde o primeiro dia, de partidos políticos, do Judiciário e da mídia. Dilma assumiu num terceiro turno. Ela tem só 80 deputados", enfatizou. A medida também deve ser discutida nesta terça-feira (28) durante uma reunião entre Dilma e os integrantes da Executiva Nacional do PT, no Palácio da Alvorada.

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