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BOM JESUS DA LAPA NO OLHO DO FURACÃO DA VIOLÊNCIA


violencia
Publicado em 23/11/15 às 15:40 - Foto: Facebook/Lapa Capital
Mais um assassinato no dia 24 em nossa cidade. Este final de semana que passou 03 assassinatos. Uma vergonha o crime vencendo a lei.

Carlos Lucas foi assassinado na manhã desta segunda-feira no bairro Jurema. O mesmo vinha a algum tempo fazendo diversos assaltos e aterrorizando em nossa cidade.

Outro jovem foi assassinado sábado por volta das 23 h, próximo a lagoa do São Gotardo, com 6 tiros por dois motoqueiros. (Lapa Capital)


A VIOLÊNCIA, A CIDADE E O CIDADÃO

A nossa Bom Jesus da Lapa atualmente é considerada uma cidade de extrema violência que tem vitimado diversas pessoas, na sua grande maioria, jovens.

O número de assaltos, homicídios e delitos diversos têm demonstrado que a nossa cidade está passando por um momento crítico, tanto do ponto de vista da segurança pública, como também social, econômico e, consequentemente, político.

A violência manifesta-se sob diversos aspectos, tais como: falta de um projeto de segurança pública adequado à nossa realidade; falta de equipamentos urbanos tão indispensáveis a uma boa qualidade de vida; falta de espaços e oportunidades educacionais, culturais, de lazer, e, sobretudo, falta de oportunidades de empregos, resultado da ausência de um processo dinâmico de desenvolvimento e de Administrações Municipais cada vez mais medíocres.

A violência atinge o cidadão lapense quando não contamos com serviços públicos de qualidade. Atinge-nos diante de um trânsito caótico, sem regras, sem fiscalização e contando com a omissão criminosa das autoridades competentes, além de bairros sem a infraestrutura mínima.

Outra situação anormal é o número excessivo de festas, na sua maioria bancada com o nosso dinheiro público, sem o acompanhamento necessário do Conselho Tutelar, com limitações no esquema de segurança, antes, durante e após as mesmas, sem a observação de horários próprios a cada faixa etária, em locais inadequados, sem regras definidas de proteção aos jovens e, principalmente, sem justificativa econômica, cultural ou social. Enfim, uma cidade onde o desenvolvimento não é uma prioridade absoluta, a violência manifesta-se sob os mais diversos aspectos, sendo, o pior deles, a banalização dos direitos e deveres e a indiferença quanto aos rumos da cidade.

Todos nós, Associações, Instituições Religiosas, Entidades, Lideranças Políticas e a Comunidade Lapense em geral, precisamos reagir diante da falta permanente de Juízes na nossa Comarca; diante da falta de Promotores Públicos; do número insuficiente de Policiais Militares na 38º - Companhia Independente da Polícia Militar; e do número também insuficiente de Policiais Civis na 24º. Corpin.

Aliados a tudo isso, precisamos ter uma postura mais responsável do Poder Executivo Municipal. Precisamos reivindicar uma intervenção maior do Governo do Estado, através de ações concretas em nosso município.

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