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terça-feira, 23 de maio de 2017

Maioria dos impeachments de Michel Temer tem como base áudio sobre Eduardo Cunha


Maioria dos impeachments de Michel Temer tem como base áudio sobre Eduardo Cunha
Foto: Lula Marques/Agência PT
O áudio que revela uma conversa entre o presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista embasa oito dos nove pedidos de impeachment já protocolados na Câmara dos Deputados. O trecho mais utilizado nos embasamentos é o que Temer dá aval para pagamento do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. O perito Ricardo Molina, contratado por Michel Temer, diz que o áudio é inconclusivo. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) deve protocolar o pedido de impeachment de Temer na quinta-feira (25), e diz que seu pedido se difere dos demais por ser “técnico e responsável” (clique aqui e saiba mais). A petição não é embasada no áudio, e sim no trecho em que Joesley diz ter comprado juízes e procuradores para escapar das investigações. Para a Ordem, os fatos podem ser classificados como “prevaricação e crime de responsabilidade”. O próprio Temer confirmou a conversa, mas disse que não tomou nenhuma atitude por não ter acreditado na conversa de Joesley. Ainda há uma discussão se o áudio sofreu edição. A Procuradoria Geral da República (PGR) enfoca a denúncia no fato de um interlocutor indicado pelo presidente, Rodrigo Rocha Loures, ter sido flagrado com uma mala com R$ 500 mil, propina da JBS.  O inquérito da PGR ainda é embasado em 15 elementos sobre a conduta de Temer. O único pedido de impeachment que cita o recebimento de valores por Loures é do deputado João Gualberto Vasconcelos (PSDB-BA). Segundo o Jornal F. de São Paulo, o sentimento na Câmara é de que não há qualidade nos pedidos de impeachment, e dificilmente um pedido venha prosperar, primeiramente, pois a abertura do afastamento depende da aprovação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Se ele se recusar a apreciar os pedidos, a oposição pode recorrer ao plenário da Câmara, que também coloca a decisão nas mãos de Maia, por ser quem define a pauta de votações. Se o governo não conseguir aprovar nenhuma matéria nesta terça-feira (23) na Câmara, como as reformas, demonstrará que Temer não terá forças para governar.