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sábado, 3 de dezembro de 2016


por Estadão Conteúdo
Decisão de suspender Venezuela do Mercosul 'é precedente perigoso', afirma Dilma
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A ex-presidente Dilma Rousseff divulgou neste sábado (3) uma nota na qual critica a decisão de suspender os direitos da Venezuela como sócia no Mercosul. Segundo a petista, a medida, anunciada pelos governo do Brasil, Argentina e Paraguai, é um "um ato e precedente perigoso e irresponsável pois compromete a convivência entre as nações da América do Sul". "Só faz política externa com porrete e ameaças um país imperial. Nação democrática tampouco desrespeita a soberania de um país-irmão", reclamou. Para Dilma, a suspensão é um recurso extremo e inadequado. No entanto, destacou, "não se pode esperar muito do governo ilegítimo que usurpou o meu mandato por meio de um golpe parlamentar travestido de impeachment". "A medida mostra a pequenez do governo do Brasil diante das exigências da América Latina", afirmou Dilma. Leia a íntegra. "NOTA À IMPRENSA. A decisão de suspender a Venezuela do Mercosul, anunciada pelos governos do Brasil, Argentina e Paraguai, é um ato e precedente perigoso e irresponsável pois compromete a convivência entre as nações da América do Sul. Só faz política externa com porrete e ameaças um país imperial. Nação democrática tampouco desrespeita a soberania de um país-irmão. A justificativa para a retaliação é inconsequente porque dos 41 acordos dos quais é exigida a adesão da Venezuela, o próprio Brasil não ratificou pelo menos cinco deles. Outros países do Mercosul também não adotaram algumas dessas normativas. A suspensão é um recurso extremo e inadequado. No entanto, não se pode esperar muito do governo ilegítimo que usurpou o meu mandato por meio de um golpe parlamentar travestido de impeachment. A medida mostra a pequenez do governo do Brasil diante das exigências da América Latina.