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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Estudante de 16 anos diz que deputados estão com mãos 'sujas' após morte em ocupação


Estudante de 16 anos diz que deputados estão com mãos 'sujas' após morte em ocupação
Foto: Reprodução / YouTube
Um discurso de pouco mais de 10 minutos feito na quarta-feira (26), na Assembleia Legislativa do Paraná, por uma adolescente de 16 anos, sobre o movimento de ocupação das escolas, tem repercutido nas redes sociais e causado comoção. Na fala, a aluna Ana Júlia afirma que as mãos dos deputados estão “sujas” com o sangue do adolescente Lucas Mota, assassinado durante a ocupação de uma escola estadual em Curitiba, capital do estado. A estudante questiona críticas feitas ao movimento e afirma que o ato possui “legitimidade” e “legalidade”. A aluna, então, questionou a quem pertence a escola. “É um insulto a nós que estamos lá, nos dedicando, procurando motivação todos os dias, a sermos chamados de doutrinados. É um insulto aos estudantes, é um insulto aos professores. A nossa única bandeira é a educação. Somos um movimento apartidário, dos estudantes pelos estudantes. A nossa dificuldade em conseguir formar um pensamento é muito maior do que a de vocês. Nós temos que ver tudo o que a mídia nos passa, fazer um processo de compreensão, de seleção, para daí conseguir ver do que a gente vai ser a favor e do que a gente vai ser contra”, criticou. Ana Júlia disse, ainda, que Lucas Mota não é a única vítima do assassinato ocorrido na ocupação. “Vocês estão aqui representando o Estado, e eu convido vocês a olharem a mão de vocês. A mão de vocês está suja com o sangue do Lucas. Não só do Lucas, mas de todos os adolescentes e estudantes que são vítimas disso”. Neste momento, o presidente da Assembleia, deputado Ademar Traiano (PSDB), interrompeu o discurso e ameaçou encerrar a sessão. “Aqui você não pode agredir o parlamentar. Aqui ninguém está com as mãos manchadas de sangue, não. Eu, como presidente, exerço a minha autoridade. Democraticamente, permiti que vocês viessem aqui e não vou permitir que ninguém será afrontado”, disse. A aluna, então, rebateu. "Peço desculpas, mas o Eca [Estatuto da Criança e do Adolescente] nos diz que a responsabilidade pelos nossos adolescentes, nossos estudantes é da sociedade, da família e do estado", ponderou, sendo aplaudida.