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terça-feira, 25 de outubro de 2016

Barragem de Sobradinho pode chegar ao volume morto em dezembro, diz diretor da SIHS


por Bruno Luiz
Barragem de Sobradinho pode chegar ao volume morto em dezembro, diz diretor da SIHS
Foto: Glauco Umbelino
A barragem de Sobradinho, a maior do Nordeste, pode atingir o volume morto em dezembro deste ano, caso não haja redução na vazão defluente, que é liberada para abastecimento. A possibilidade de uma piora no cenário considerado já delicado levou a Secretaria Estadual de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS) a requerer à Agência Nacional de Águas (ANA) a medida. Atualmente, a vazão está em 800 m³ por segundo. Em resolução enviada ao órgão pelo titular da pasta, Cássio Peixoto, o pedido é de que a atual defluência passe para o volume de 700 m³ por segundo. De acordo com Marcello Abreu, diretor de Segurança Hídrica da SIHS, somente esta medida pode evitar o volume morto. “Avaliando a situação, chegou-se à conclusão de que 800 m³ estava muito alta. Se a redução não acontecer e as chuvas não vierem, o nível da barragem vai baixar, como está baixando. Logo na primeira quinzena de dezembro, deve chegar no volume morto, em 3%. Lá pelo dia 15, deve chegar ao volume morto. Reduzindo, a gente chega em dezembro com 4,5%”, contou em entrevista ao Bahia Notícias. Com a diminuição, pode-se evitar também que o volume morto seja atingido no segundo semestre do ano que vem, caso o período de chuvas não consiga prover a Bacia do Rio São Francisco, responsável por abastecer Sobradinho. De acordo com ele, a redução já foi autorizada pela ANA, mas esbarra em condições impostas pelo Ibama, responsável por executar a medida. Ainda segundo Abreu, a Bahia seria a mais atingida pela não diminuição da vazão, que precisa ocorrer pela falta de chuvas para recuperar a vazão da barragem. Sete municípios estão às margens da represa e sentiriam os efeitos direitos da deterioração na vazão. “Remanso, Sento Sé, Pilão Arcado, Casa Nova, Sobradinho, Xique-Xique e Itaguaçu ficam na margem da barragem e, caso não haja redução da vazão, haverá problemas de captação, por causa da topografia. A água não só baixa, mas se afasta. Havendo redução de vazão, o que acontece apenas é abaixamento do rio. O rio não vai se afastar, porque continua correndo na calha”, explicou. O conjunto de cidades reúne, atualmente, 279 mil habitantes. Marcello garantiu, ainda, que não há risco de racionamento de água, caso a barragem chegue ao volume morto. “Não há problema algum de volume de água. O problema é de nível de captação. Água tem à vontade”, assegurou.